segunda-feira, 5 de setembro de 2016

FILME EXEMPLAR: GONE GIRL

Uau! É o que dizemos ao terminar esse filme. A primeira hora do filme parece mais do mesmo. Você já viu, conhece a história, até viu num jornal ou ouviu da amiga. Mas, então, tudo muda. E você passa a olhar a vizinhança sob outra perspectiva. Quem é o sociopata dessa história? Quem é o criminoso? Essa é a perguntas difícil de responder.


Gone Girl, no Brasil Garota Exemplar é a história de Amy e Nick. Que nomes mais americanos, não? A marca de David Finch está lá nos fazendo pensar sobre o que escondemos por trás de olhares, estilos de vida, escolhas de decoração. Toda essa perfeição burguesa para a qual nos empurram dizendo que normal é bom, que sensatez é casa de pé direito alto, filhos no curso de inglês e SUV na garagem. Gosto do estilo desse diretor. Essa ideia de "somos todos culpados" é bastante atual. Sem mocinhos, sem bandidos. Homens e mulheres tentando atravessar essa odisseia vivos.
Finch nos coloca dentro da casa do vizinho e nos leva a refletir sobre nossa própria historia de classe média medíocre.
Amy é uma mulher culta, linda e gentil que inspirou as histórias infantis Amazing Amy, escrita e ilustrada por seus pais. Ela conhece Nick e faz dele seu projeto pessoal de homem ideal. Mas Nick não é nem de longe o cara descolado, brilhante e charmoso que ele quer ser, que ela deseja e que eles tentam fazer parecer. Entre jogos românticos e perigosos, eles chegam no campo da mediocridade ao qual se encaminham um casal em quando perdem a admiração um pelo outro.
O jogo não tem mais graça e é preciso passar para o lado mais dark da relação.
Parceiros no crime, eles encontram um modo de permanecer no jogo. Qual crime? O de ser o perfeito casas burguês.

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