Mais um de DF para minha lista de "Uau!". Sinto que encontrei meu Diretor de Cinema favorito.
"Se7en"(1995) tem uma história simples, de baixo impacto de ação e trazendo os elementos clássicos de um filme policial dos anos 1990. Dois policiais, um mais velho a sete dias de se aposentar, e outro mais jovem, iniciando como detetive se deparam com um serial killer que utiliza os sete pecados capitais como metáfora para seus crimes. Por quê essa escolha psicológica é o que nos leva a assistir e nos torna investigadores desse policial com Morgan Freeman e Brad Pitt protagonizando o filme.
E a caçada começa!
Mais uma vez o tipo humano é o que atrai Fincher, aquele psicopata em potência que existe em todos nós.
O método de trabalho também faz parte desse conflito tão humano que e a diferença de gerações. Ressaltando que um veio para ficar no lugar do outro e o mais velho é esse que vai cuidar da transição do jovem. Um clássico durkheimiano da geração mais velha educando a jovem, enquanto esta se rebela quanto aos seus métodos, ao mesmo tempo que não pode deixar de levar em consideração simplesmente por que funciona! Um curioso conflito humano dentro de um filme policial que só nos remete a refletir sobre a particularidade desse Diretor.
Um pedido de ajuda do criminoso nos leva a outro nível. Empatia é o que DF nos convida agora. Mas ajuda pra quê? Um universo de perguntas e a atuação desses hoje consagrados atores mantem o foco na pessoa por trás dos crimes. Mas a ajuda não era para o criminoso, era pra vítima. O que nos leva à um nível de horror ante a capacidade humana para transgredir.
"Garimpando diamantes em uma ilha deserta. Guardando-os para o caso de sermos resgatados"
E aí a monstruosidade de uma inteligência a serviço do mal aparece. E você literalmente pula da cadeira. Mas inteligência se combate com inteligência. E nessa hora percebemos um outro conflito: razão e emoção. E se não forem conflito? E se forem a união de forças antagônicas criando espaço para um universo organizado, mas não ordenado?
Um ótimo filme para pensarmos os humanos e suas possibilidades de (des)humanidades. Um ótimo filme.

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